A seguir fomos ao teatro de marionetas de água para comprar bilhetes para um espetáculo que dizem ser único em Hánoi. Temos de comprar com antecedência, pois já tínhamos tentado antes e não conseguimos. Os bilhetes para hoje já estão esgotados por isso compramos logo para amanhã antes que aconteça o mesmo.
O resto do dia passamos a deambular pelo Old Quarter pois já se faz tarde para ir a qualquer lado. Acabamos por jantar no restaurante Little Bird, numa varanda virada para um Burger King. O contraste de paladares não podia ser melhor.
Dia 6
No templo adjacente um monge entoa um cântico acompanhado de batidas intermitentes num grande cálice de metal. Apesar da chuva, o incenso continua a arder. Na parte de traz existe outro templo e uma árvore sagrada. O placard informativo diz que foi trazida da Índia nos anos sessenta como um rebento da árvore sobre a qual Buda descansou em tempos. Uma jovem fiel anda em círculos à volta da árvore prestando as suas orações.
A pagoda de um pilar é a paragem seguinte. É uma pagoda com um pequeno templo no meio de um lago que se eleva num só pilar. O templo é semelhante a tantos outros. A piada está na estrutura em si.Continuamos para sul até ao museu de belas-artes. A entrada custa cerca de 1,5$ o que é irrisório dentro dos nossos parâmetros financeiros. Dois edifícios estilo colonial com três pisos albergam uma vasta coleção de arte local. Primeiro são esculturas em pedra e madeira de lacre. Depois temos as pinturas que são não só em tela mas também em seda e madeira de lacre. Percebemos que nesta região, no passado pouco se pintava com óleo em tela ao contrário da Europa. No velho continente a pintura em madeira não é tão comum e muito menos em seda. Á medida que subimos de piso, as pinturas evoluem no tempo e vê-se mesmo uma influência europeia em algumas aproximações ao cubismo e impressionismo, entre outros estilos correntes na Europa de então.
É curioso que não encontramos nenhum artista conhecido, o que não tira mérito nenhum ao espólio. Apenas revela que conhecemos muito pouco da arte no mundo. A terminar a visita, no rés do chão está uma exposição de cerâmicas locais que são autênticas relíquias.
Do lado oposto ao museu, fica outra das atrações da cidade, o centro de artes literárias ou melhor, o templo da literatura. Trata-se de um complexo ancestral, outrora o espaço mais erudito do país. Entramos por um pórtico de pedra com grandes portas em madeira que dão para um jardim bem arranjado. Nesta altura está a chover e as plantas agradecem. Nós nem por isso. Passamos a outra secção onde estão umas pedras grandes como que lápides de personalidades que aqui encontraram o seu último descanso.
Á saída paramos numa esplanada do outro lado da rua para tomar uma bebida enquanto esperamos que a chuva passe.
Regressamos ao Old Quarter passando por um parque com uma enorme estátua de Lenin. No lado oposto da rua, uma antiga torre hasteia a bandeira da nação com orgulho como que proclamando que esta não seria possível sem o outro. A entrada que escolhemos para o Old Quarter fica junto à linha do comboio. Por alguns metros as casas amontoam-se precipitando-se na linha. As entradas para os prédios de 2 ou 3 andares são junto à linha e as pessoas circulam por ali como se de um normal acesso se tratasse, o que é provavelmente. Seguimos para o hotel para descansarmos por momentos e repormos as energias.
Ao final da tarde fomos mais uma vez ao mercado, que desta vez ainda estava aberto. No interior tem três pisos onde se pode comprar quase de tudo. Nos pisos superiores vende-se roupas por Isso concentramo-nos no rés do chão onde está o artesanato e outras bugigangas. Compramos, finalmente, os chapéus tradicionais vietnamitas e também uns pauzinhos, que é como quem diz, uns talheres.
A terminar o dia mais uma refeição local com Pho de legumes, num restaurante no Old Quarter. Deitamos cedo que no dia seguinte temos de sair cedo para o aeroporto e despedimo-nos assim deste Vietname bem mais oriental que o que encontramos a Sul.



